7 de mar. de 2013

Prefixo de Negação

Tenho pensado um pouco sobre uma falta de lógica em alguns aspectos da língua, e esse é o primeiro de alguns posts que farei sobre o assunto, provavelmente.

Tudo começou quando lembrei de um ocorrido da minha 7ª série. Na época, não conhecia a palavra "assalariado", no que, ao vê-la no livro de geografia (e ao ouvi-la pela boca da professora), através de um conjunto de regras internalizado pela lógica que acreditava que a língua tivesse, concluí que significasse "sem salário". Afinal, quem tivesse salário deveria ser "salariado", não?

Então comecei a perceber que são muitíssimos os casos em que esse prefixo "a", que me ensinaram ser de negação, na verdade não servia pra nada (só pra embelezar a palavra mesmo). [aliás, nem consigo pensar em muitas palavras onde o "a" seja de negação]. Assim, palavras como arruinar, assaltar, ater, ajuntar (tá no Aurélio), abrilhantar e até avoar (coisa que gente mais "grossa" do interior diz) têm um "a" inútil, que, se muda o significado (como em assaltar e ater) não o faz para o sentido oposto.

Outro prefixo que funciona como que de negação e que me vêm à mente frequentemente é o "des" (com sua variante "dis"). Ao menos esse parece funcionar direito, indicando "remoção de", "falta de". Assim, desmerecer significa "remover o merecimento" [ok ok, e também perder a cor, o que não vem ao caso], desconstruir é "remover a construção", desinteressar é "perder interesse", desalojar é "tirar o alojamento de", etc...

Problema é que o "des" é um prefixo guloso, que acaba engolindo um significado oposto aos prefixos "cons", "ins" e "en" em alguns casos, como em destituir, destruir, destronar e discordar (não consigo pensar em mais exemplos). Assim, me causa confusão, falta de lógica. Mais: por algum motivo, apesar de produtivo, às vezes não consigo usá-lo, mesmo quando ele denotaria exatamente aquilo que eu gostaria de dizer (como em "dislógica", i.e., "falta de lógica, que usei no início desse texto). Creio que meio que falta fazer uma diferença entre "falta de" e "remoção de", a qual eu não consigo perceber no "dis".

Por fim, como prefixo de negação, consigo pensar no "i" (e suas variações "in" e "im"), como em ilógico, impróprio e incomum. Aqui, eles denotam simplesmente "não". O problema com o "i" é que ele é (ou ao menos me parece) não muito produtivo: não geramos novas palavras com "i" (e variações) quando queremos negar coisas. Usamos "inerte" mas não criamos "inespirituoso" (não espirituoso); usamos "inóspito" mas não ousaríamos criar "inaristocrático", "inameaçador", "inotário", "imetódico", "inórdico", "inamarelo". No lugar, preferimos dizer "não" ("não nórdico", "não azul", ...), o que me desagrada.

É claro que há palavras em que o "i" não denote negação (ou ao menos não me pareça fazê-lo), como inteligente, imolar (verbo), imbecil ou imperador, mas achá-las foi bem mais difícil do que as que achei que começavam com um "a" inútil.



Tendo apresentado os prefixos de negação, eu sinto que temos alguns problemas que poderiam ser melhor resolvidos. Supondo que eu pudesse instituir uma nova língua, um novo português, eu definiria algo como o seguinte:
  1. "a" deixa definitivamente de ser tratado como prefixo de negação.
  2. "i" torna-se o prefixo padrão para negação.
  3. "des" torna-se o prefixo padrão para "remoção de", "perda de".
  4. Surge o prefixo "ne" (que tenho pensado em passar a usar, mesmo que não me entendais) para indicar "falta de".
No caso, "falta de lógica", do início desse texto, passaria a ser "nelógica" (enquanto "dislógica" seria "remoção da lógica"), e eu me sentiria feliz em comunicar mais, com menos.

[Esse texto ficou completamente bizarro e tosco. Escrevi em meio a conversalhadas dos meus parentes falando o tempo todo na minha volta. Acho que ficou uma droga, mas, que se dane, é só pra dizer que eu to incomodado com o que são os nossos prefixos de negação e que acho que tudo seria perfeito se tivéssemos ao menos algumas regras decentes de produtividade]

R$

3 de mar. de 2013

Codecademy

(WOW! Ataque de produtividade? Três postagens uma atrás da outra? Sim... é que finalmente a internet tem funcionado e eu terminei de limpar e-mails, ver videos no Youtube e ler coisas que queria ler [na real, esse último ainda anda meio interminado; mas como ler me é cansativo, fico meio que procrastinando e venho pra esse blog, daí])

Apesar de estudar Ciência da Computação, sou meio "abitolado" com linguagens de programação: entendo aceitavelmente de C/C++, Java e eras isso. Quero dizer, já brinquei com banco de dados, já escrevi pequenos programas usando o Shell, ou Python, ou Lua, ou até mesmo Schala (porque o professor da cadeira me obrigava a fazê-lo), etc. Mas não tenho grandes conhecimentos e não consigo "pensar nessas linguagens".

Desde que cheguei da Alemanha, no dia 25 de janeiro, tenho pensado em tentar arranjar um estágio. Estagiar me parece a única boa forma de arranjar um dinheiro "fácil" no momento e deve me ajudar a "adquirir experiência no mercado de trabalho" (pfff... como se esse tal mercado fosse de qualquer forma bom ou se essa tal experiência fosse mais importante do que alguém que me indique para uma vaga).

Há tempos quero fazer um "site" para mim: um lugar onde eu possa postar minhas bobagens e ser feliz na internet. Esse blog tem sempre funcionado como tal, mas me sinto desprotegido contra o vigiar constante do Google sobre minhas informações. Afinal, querendo ou não, esse blog vincula à minha conta Google tudo o que digo, a saber, onde estudo, do que eu gosto, o que tenho feito, o que eu sei ou não sei sobre vários assuntos, etc. Ok ok... o blog é público, mas essa vinculação não me agrada.

[Após três parágrafos até que bastante desconexos, chega a hora de uni-los] Com o interesse em arranjar dinheiro fácil que possibilitaria talvez a hospedagem (em algum lugar não necessariamente meu, mas provavelmente) de uma página na internet para mim, e dado que não sei nada de Web (o que me impediria de "produzi-la"), comecei a brincar com o Codecademy, que tem se mostrado um grande amigo no meu aprendizado de HTML/CSS (e, futuramente, em JavaScript e Python). Estou adorando as lições e aprendendo bastante rápido \o/ Mais: acho que logo poderei postar sobre o que gosto e o que não gosto do que aprendi por aqui.

Aprender "coisas relacionadas a Web" tem sido uma vontade já há algum tempinho e quero também ver se -- se tudo der certo -- tento arranjar um emprego nessa mesma área (não que eu esteja todo cheio de dedos e que empregos estejam tão aos montes a ponto de se tornarem "escolhíveis"... afinal, quem eu penso que sou pra querer fazê-lo?; mas vou tentar, né?) pra me obrigar a exercitar o aprendizado \o/

Era isso... to feliz com o Codecademy xD Só uma propaganda n_n

R$

2 de mar. de 2013

Pronomes Oblíquos

Uma coisa me tem perturbado na fala de todos que conheço: a falta de pronomes oblíquos.

Agora já fazem em torno de 2 meses (eu não sei bem quando comecei) que tenho feito um esforço enorme para colocar no meu discurso esses pronomes que, se na primeira e segunda pessoa persistem (não sem um mínimo de desânimo), na terceira estão à beira da morte. Mas, pera, antes de sair xingando todo mundo ao menos quero me certificar de que entendais do que falo.

Na nossa língua, os únicos elementos que ainda de alguma forma declinam são os pronomes. Os pronomes pessoais, assim, "acontecem" em dois distintos casos gramaticais: o caso reto e o caso oblíquo. Os pronomes do caso reto são justamente aqueles mais comuns: eu, tu, ele, nós, vós, eles. Relacionados a cada um deles, existem pronomes no caso oblíquo. A wikipedia tem uma tabela tri legal sobre o assunto (a qual eu aqui reproduzo aqui embaixo). Como podeis ver, o caso oblíquo também tem uma classificação entre "tônico" e "átono".

Agora eu vos pergunto: quando é que o caso oblíquo deve ser usado? (uma pergunta para que a resposta poucos ainda sabem) Minha resposta: em geral, quando o pronome pessoal não for o sujeito da frase. Exemplos óbvios:

Ela te viu saindo do cinema.
Esse cachorro me mordeu.
Eu vou lá buscar um sorvete pra ti.
Mãe! Traz uma água pra mim?

Nessas quatro frases, somente a primeira e segunda pessoa do plural aparecem, e ambos pronomes oblíquos átonos e tônicos parecem soar bem (ao menos pra mim). Tá... e qual é o problema então? Calma... preciso só fazer mais uma pergunta: qual a diferença entre pronomes oblíquos átonos e tônicos?

Pronomes pessoais oblíquos átonos substituem o nome nos objetos diretos e, em geral, tendem a ser realmente átonos (do ponto de vista da acentuação). Pronomes tônicos substituem nomes em objetos indiretos (i.e., precedidos de alguma preposição) e tendem a ser tônicos.

A grande exceção à regra são os pronomes átonos lhe e lhes, que apesar de átonos agem como objeto indireto e engolem a preposição junto com o nome. Há restrições a seu uso, porém: as únicas preposições que o permitem são a e para.

Agora posso falar do que me aflige. Apreciai a seguinte frase:

Ela viu ele saindo do cinema.

O que há de bizarro nessa frase? Apesar da frase me parecer perfeitamente proferível por qualquer brasileiro, tenho minhas dúvidas sobre qual a probabilidade de um português dizê-la (i.e., me pergunto se o erro ocorre também em Portugal). Ele no exemplo substitui um objeto direto e, de acordo com a tabela, o único pronome oblíquo possível para essa situação seria o o, como em:

Ela o viu saindo do cinema.

A outra possibilidade seria a ênclise, que em Portugal acontece bastante no início das frases:

Ela viu-o saindo do cinema.

E por que isso ocorreu? Eu não sei! Mas tenho uma crença... e na minha opinião o problema está com um "pronome" sobre o qual eu ainda não comentei até agora: a culpa é do você!

O problema é do você!
(eu to com um monte de coisas na cabeça pra falar mas ainda não consegui estruturar tudo de um jeito que faça sentido)

Qual o problema com o você, agora? Bem... ao longo do tempo, mais ou menos temos perdido o tu e implantado uma ditadura do você. Ao usar você, nada declina, nada muda, tudo fica rígido em pedra. Os pronomes oblíquos da "segunda" pessoa se tornam desnecessários. As seguinte frases são as mesmas de antes, só que substituindo o te e ti por você.

Ela viu você saindo do cinema.
Eu vou lá buscar um sorvete pra você.
Você nem falou comigo hoje.

Mais do que isso, pronomes oblíquos átonos de terceira pessoa podem causar ambiguidades:

Ela o viu saindo do cinema.
Eu vou lá  buscar-lhe um sorvete.

E os pronomes oblíquos tônicos são iguais aos pronomes pessoais!

Percebam também que a ordem da frase muda:

Ela o viu saindo do cinema. [Forma que seria mais comum num Brasil sem você]
Ela viu você saindo do cinema.

E daí? E daí que tem mais um efeito colateral, dessa vez nos pronomes possessivos, decorrente do uso de você: passamos a preferir dele/dela a seu/sua. O uso de você fez com que seu/sua passasse a causar ambigüidades e padronizou a ordem "nome --> de + pronome oblíquo tônico [que, no caso, acaba sempre confundível com o pronome reto]" sempre que o pronome estiver na terceira pessoa (e também na segunda pessoa do plural).




Tá... aqui eu chego na parte em que eu xingo a Rede Globo. Andei assistindo a um monte de TV ultimamente, já que minha internet andava um lixo. Depois de acostumar mais ou menos com essa coisa de "usar pronomes oblíquos átonos", admito que fico meio "agredido" toda vez que ouço um "ele" fora do lugar [estou exagerando, mas, enfim].

Ao assistir alguns filmes dublados, tive de tirar meu chapéu: a sua imensa maioria ainda fala tudo direitinho. É de se emocionar \o/ As legendas das séries legendadas também! Mas estive vendo algumas novelas da Globo e admito que, se antes eu já não gostava, agora não consigo nem parar muito tempo na sua frente: não tem um o ou lhe usado decentemente na terceira pessoa. Os da "segunda" [você] vão OK, mas a terceira é sempre ele pra cá, ele pra lá... um horror =O E isso que eu nem to reclamando dos "pra tu" que os vileiros falam (porque como se já não bastasse matar os pronomes da terceira pessoa eles ainda querem eliminar os da segunda).



Enfim... essa postagem era mais pra "levantar conhecimento" [raise awareness?] sobre esse assunto. Sei que é bem provável que ninguém se interesse em mudar seu modo de falar só pra tentar manter uma característica na língua... e penso que é até que bem provável que ao longo do tempo a eliminemos, mas não me custa tentar.

R$

1 de mar. de 2013

Anotativos

Nos últimos tempos, venho notando uma série de coisas no que outros falam. Muitas delas se perdem, dado que ocorrem em lugarem/ocasiões onde não posso anotá-las, por qualquer motivo (tipo aquela idéia maravilhosa e incrível que vem à cabeça logo antes de dormir e que no dia posterior não se revela à mente não importante o esforço que a gente faça ).

Bem... mas algumas delas eu andei anotando, e essa postagem é talvez a primeira de uma série andei pensando em fazer.


Cópula

Numa postagem anterior já havia comentado que havia lido sobre o que é "Cópula", apesar de não ter comentado sobre ela em si. Na época, achei interessante que o artigo em português para o qual eu era redirecionado ao "trocar de língua" vindo do artigo "Copula", em inglês, era o dos "Verbos de Ligação". Assim, ok, temos várias cópulas, sendo as mais importantes o "ser" e o "estar".

Aliás, também fiquei orgulhozinho porque esse artigo aqui diz que o português tem essa outra cópula no verbo "ficar" -- como em "A igreja fica na Cidade Baixa".

Mas e daí? Bem, antes de continuar, peço que leiais as seguintes frases:

1 - Qual o problema contigo?
2 - Qual o maior estado brasileiro?
3 - Cadê tua mãe?
4 - Quê isso?

A minha pergunta: cadê o verbo nessas frases? Todas as frases, com exceção da última (que talvez tenha forçado um pouco a barra) são frases que eu tenho certeza de que qualquer um (ao menos no meu meio social) usaria sem problema algum. Mais: todas elas exigem cópula. E o que ocorre? A gente tende a omitir a cópula em situações bem específicas.

Daí eu li o seguinte: "Russian and other East Slavic languages generally omit the copula in the present tense." (Russo e outras línguas eslavas do leste em geral omitem a cópula no tempo presente)

Nós também, às vezes, dependendo de como começamos nossas frases (e, aliás, isso me remete à escola quando os professores sempre ditavam as perguntas com "Qual é" e eu escrevi somente "Qual" pra economizar mão).

Sei lá... é algo que achei legal compartilhar n_n

Vim

Estava conversando com um amigo e ele me reclamou de ter visto alguém no Facebook escrevendo "vir" como futuro do subjuntivo do verbo "ver". Na hora o "exortei" [palavra de crente detected], explicando que a pessoa havia feito certo e que o futuro do subjuntivo do verbo "vir" seria "vier".

Na mesma hora atinei de uma coisa: e o "vim"? Consagrado na fala de todo brasileiro, tanto no RS quanto no RJ e até mesmo no PE (dada a minha amostra, que abrangia pessoas desses três estados), percebi que essa forma (que, na real, deveria ser somente o pretérito perfeito do indicativo) se tornou padrão para tanto o futuro do subjuntivo quanto o infinitivo conjugado da primeira pessoa do singular do verbo "vir". Em palavras mais simples, as frases

Quando eu vier morar aqui, farei uma festa. [futuro do subjuntivo]
Vai arrecadar dinheiro, pra eu vir morar aqui. [infinitivo conjugado]

se tornaram, no nosso dia-a-dia,

Quando eu vim morar aqui, farei uma festa. [futuro do subjuntivo]
Vai arrecadar dinheiro, pra eu vim morar aqui. [infinitivo conjugado]

Mais: como pouca gente conjuga a segunda pessoa (tanto do singular quanto do plural), ninguém tenta dizer coisas como "quando tu vinheres", ou algo do gênero. Mesmo assim, na terceira pessoa do plural, o verbo "vim" [que eu passei a gostar de chamar de "o primeiro verbo cujo infinitivo não tem R na nossa língua"] acaba perdendo o "e" e assumindo a mesma forma do "ver":

Quando eles virem morar aqui, farei uma festa. [virem, em vez de vierem]

Apesar das "perdas", não posso dizer que me incomoda a confusão toda. A língua seguirá seu caminho e se houver necessidade fará suas diferenciações ao longo do tempo. Digo isso porque, de tantas perdas que tenho notado ultimamente, esse tipo de coisa é o menor dos nossos problemas.

"Aberrações"

Alguns os chamariam de aberrações; eu os abraço e ultimamente tenho até meio que me esforçado (mas falhado quase que miseravelmente) pra usá-los: estou falando de coisas como "a nível de", "tirar a temperatura" e os famigerados "gerundismos".

Lembro de quando estava fazendo cursinho: os professor abominavam aparições de "a nível de"! Me fizeram acreditar que era um problema, que era algo que devia ser eliminado, e que os seus usuários deveriam ser levados à fogueira. Tá tá, não foi pra tanto, mas a verdade é que por muito tempo eu o evitei. Preferia qualquer artimanha a usá-lo. Poderia ser "ao nível de", poderia ser "em nível de", até mesmo "a nível + adjetivo", ou qualquer outra coisa.

Infelizmente, eles estavam errados. Quem eles pensam que são, para quererem controlar a língua? São meros usuários seus que precisam acostumar-se a dobrar-se perante sua soberania. A língua está viva e empresta seu poder a quem quiser usá-la (apesar de estar perdendo de longe na competição com o inglês como "a língua de prestígio" entre os falantes brasileiros).

Bem, enfim... apesar de perceber algumas coisas engraçadas do que dizemos aqui ou ali, tenho tentado comentar sempre com as pessoas sobre essa idéia de que a língua evolui por si só e que nada do que falamos é de verdade "errado". Por outro lado, tendo a tentar conscientizar (apesar de não ser muito bom nisso) de que, se somos seus falantes, podemos influenciá-la falando do modo como queremos que ela fique. Afinal, cada um tem o seu "dialeto".

Assim, tendo a tentar comentar sobre o quão legais são os gerundismos, que em geral indicam um futuro pelo qual o falante não dá quase nenhuma garantia. Por exemplo, frases como

Às 10h estarei chegando aí.
Às 10h estou chegando aí.
Às 10h vou estar chegando aí.

me dão a impressão de dar muito menos garantia ao ouvinte de que "o locutor realmente chegará lá às 10h" do que

Às 10h chegarei aí.
Às 10h vou chegar aí.
Às 10h chego aí.

Enfim... o "tirar a temperatura" é a mesma coisa. Quando eu era criança, ouvi infinitas reclamações dos professores de português comentando sobre como "tirar a temperatura" era errado e sobre que o certo deveria ser "inferir a temperatura". Fico me perguntando: que importância isso tem? Não é até mais bonito termos palavras fortemente associadas a outras com um claro significado não relacionado ao seu significado natural? Eu acho, ao menos!

Assim, não me interessa se "tiramos um curso de direito", se "digerimos uma informação", se "lavramos uma ata" ou o que for: pra mim, quanto mais cheio de detalhes e pequenas sutilezas a língua for, melhor.




Terminando...

Essas coisas são só algumas das várias que tenho escritas no meu caderninho [e, por acaso, lembrei de mais uma que esquecera de anotar].

Aliás, a criação de palavras também tem tentado ser frequente ultimamente, já que tem me ocorrido bastante de não encontrar a palavra certa pra pequenas coisas que às vezes quero dizer. Por exemplo, no parágrafo anterior, onde disse "coisas", quis dizer "coisas que percebo"... e, na falta de algo como "percepções" ou "percebidas" ou "percebentes" ou coisa do gênero acabei usando um simples "coisas". Talvez no futuro tome a coragem necessária para tacar alguma dessas no meio dos meus textos por aqui e acreditar que não vos escandalizareis por isso.

E, aliás, se tiverdes percebido, tenho tentado referir-me ao leitor através da segunda pessoa do plural. Soa mais próximo do modo como tenho tentado pelo menos pensar ultimamente.

R$

21 de fev. de 2013

Receio

Tenho andado medroso sobre o que escrever aqui.

De tempos em tempos me vêm um monte de idéias a mim interessantes que fico a fim de compartilhar com o leitor através desse útil meio de comunicação. Às vezes, são só idéias, coisas loucas sobre qualquer assunto; mais frequentemente, os assuntos são sobre lingüística -- ou sobre qualquer característica que percebi no meu discurso, na fala da minha família ou de algum amigo meu... ou até mesmo na televisão.

Em geral, eu não sei quem são os meus leitores. Além da minha mãe e de um ou outro que conheço, não faço idéia de quem me leia. Também, não importa: quando iniciei esse blog, a idéia era justamente essa, escrever coisas loucas pra mim mesmo. Só que às vezes parece justamente o contrário acontecer: em vez de escrever pra mim mesmo, coisas que somente a mim interessem, fico pensante sobre o quanto o assunto sobre que aqui resolvi escrever agradará ao leitor. Eu disse pensante? Quis dizer paranóico.

Nos últimos tempos, essa situação tem se agravado. Cheguei ao ponto em que, em vez de escrever, arranjo motivos para não fazê-lo. Como tenho falado só em linguagens e como o assunto recorrente até o futuro relativamente distante deve permanecer linguagens, fico com medo de o leitor me achar repetitivo demais, exagerado, obcecado sempre pelo mesmo tema.

Não sei se é hora de abandonar esse blog. Não pretendo -- e essa postagem tem justamente o objetivo de explicar-me ao leitor e de tentar reavivar a pequena chama que ainda arde por esse blog.

Por fim, essa postagem não foi sobre algo útil, novamente; peço por desculpas, mas tal postagem se fazia necessária.

R$

6 de jan. de 2013

Folhetim

Não é nenhuma surpresa para o leitor que eu gosto de Chico Buarque, né?

Pois essa música não sai da minha cabeça desde o dia 2 de janeiro:



(tá tá... acho que já to postando demais ultimamente... especialmente coisas inúteis. Desculpa D=)

R$

Estresse

[Essa postagem é um pouco louca. Só quis compartilhar algumas coisas que me têm acontecido nesses últimos dias]

Ao longo desse ano, trabalhei como "assistente de pesquisa" numa universidade alemã (como eu já tinha dito que faria, nesse post, super antigo).

Junto com mais 8 brasileiros, chegamos a Kaiserslautern numa noite fria de fevereiro (-7°C na rua ). Houve uma certa confusão sobre para que grupo de trabalho eu deveria ir, mas no fim das contas consegui ir para aquele a que me tinham dito que iria: o Echtzeitsysteme AG (Grupo de Trabalho de Sistemas em Tempo Real -- aliás, olha como é mais curto em alemão n_n).

No ano anterior, pelo que meio que ouvi, um certo outro brasileiro tinha meio que estragado as coisas com o pessoal daquele laboratório: pelo que andei entendendo, o pessoal reclamava que ele era meio vagal, meio preguiçoso. Para melhorar a situação, fiz o máximo para dar uma boa imagem ao longo do ano (acho que consegui, na real).

Reclamei por um tempo que meu trabalho no laboratório era diferente do trabalho dos outros nos outros laboratórios. Tinha a sensação de que desde o início os outros ganharam um grande tema no qual trabalhar e que não havia grandes cobranças sobre seus resultados. Ao término de nosso tempo por aqui, eles apresentariam o que fizeram. E era isso. Ponto. Ao menos foi a sensação que me passaram. Eu, em vez disso, tinha de declarar exatamente o número de horas em que estive no laboratório em cada semana e dizer o que andei fazendo (mesmo durante o curso intensivo de alemão, quando vários dos outros -- se não todos -- foram liberados). Se eu quisesse viajar, era orientado a perguntar com certa antecedência ao professor (o que não ocorreu com os outros).

Mais: durante um bom tempo, me senti o que na época chamei de "fazendo trabalho de macaco" (na real não fui eu o criador da expressão). Não que eu não gostasse do que fazia, mas sentia que eu não tinha de pensar muito; só fazer aquilo que me mandaram e deu. Houve inclusive uma vez em que minha tarefa foi renomear um monte de variáveis de um programa em Java. Apesar de, ok, entender que alguém ía ter que fazê-lo (e que eu era o cara para fazê-lo), admito que me enciumava do que os outros comentavam sobre seus projetos.

Além disso, desde o início pedi um "assunto" para o meu TCC. No caso de vários outros colegas, tenho a sensação de que desde o início eles sabiam que aquilo em que eles trabalharam desde o início do ano seria o que eles usariam como TCC. No meu caso, esse assunto só veio em setembro (mais sobre isso adiante no texto).

Ainda assim, existiu um programa que me seguiu ao longo do ano inteiro. Foi interessante e eu tive de pensar ao fazê-lo. Se no início me pareceu que seria simples demais, ao longo do tempo percebi que a coisa era um pouco mais embaixo (ou ao menos eu não enxerguei solução simples). Lá por setembro, cria tê-lo quase terminado. Mas precisaria agora integrá-lo ao trabalho de outros lá no laboratório. Não imaginei que levaria tanto tempo, mas, sim, até agora o programa ainda não está 100%.

Em setembro, mais ou menos, deu-se-me [isso tá certo?] a oportunidade de trabalhar com o Litmus, um kernel de Linux patcheado para permitir tarefas em tempo real. Finalmente, seria o TCC que eu pretendia fazer. De cara, pensei "bom, dar-me-ão esse tema e, como to quase terminando o outro programa, poderei dedicar-me somente a esse assunto". Mas é claro que eu teria de deixar o outro programa funcionando. A pressão de ambos os lados (meu "orientador" -- não sei como chamá-lo -- querendo que eu progredisse com a implementação do TCC; o outro querendo que eu terminasse o outro programa) começou.

Ao longo do tempo, para satisfazer a ambos, andei trabalhando bem mais do que eu "deveria" (por contrato). Não que eu me importe tanto: como to aqui só pra isso, não vejo problemas em trabalhar mais do que me é exigido. Mas dada a insistência em que eu progredisse por várias vezes pensei em pedir arrego, pedir pra largar o assunto do TCC. Afinal, algumas vezes isso já tava me fazendo mal, me impedindo de dormir, ou me fazendo dormir muito mal (por causa de pesadelos ou coisas assim).

E isso me trás à situação em que agora estou. Nos últimos 4 dias tudo se tornou insuportável. Não consigo dormir (to tendo pesadelos sempre, todos relacionados ao assunto, e acordando várias vezes durante a noite e tudo mais), não consigo comer direito (meu estômago tá doendo demais), não consigo nem mesmo olhar pro código (tenho tido uma dor de cabeça desgraçada -- e, se o leitor estiver se perguntando como foi que consegui escrever isso aqui, já aviso que logo que eu acordo a dor de cabeça tá um pouco mais fraca, e eu acordei há pouco) e essa noite até febre eu tive.

Não consigo parar de pensar nessa coisa... e é por isso que eu me decidi a amanhã chegar lá no laboratório e pedir arrego, pedir pra largar esse assunto como TCC. Isso já tá fazendo mal demais à minha cabeça pra que eu não tome alguma iniciativa. Sei lá...


Enfim... essa postagem foi só pra comentar como é interessante estar sofrendo de "stress" conscientemente. Apesar de eu já ter me decidido há um bom número de horas que pediria para largar o negócio, ainda to com os sintomas bizarros. Apesar de estar tentando me fazer "calmo", ainda to com a dor de cabeça, a dor no estômago e ainda me sinto meio quente. Mas me sinto "melhorando".

R$

4 de jan. de 2013

Leituras

O leitor não deve saber (imagino até mesmo que creia o contrário), mas sou um péssimo leitor. Só pra dar idéia, ao longo do ano passado (2012), li a inacreditável soma de 0 livros. Até mesmo a bíblia (que noutros anos com muito esmero sempre fiz questão de melhor conhecer) este ano acumulou sobre si pequena camada de pó. Comprei 5 livros em alemão. Li somente o prefácio do primeiro deles. Se trouxe Memórias Póstumas de Brás Cubas para a Alemanha, só o abri no avião, na vinda.

Mas não me considero alguém inculto por isso. Ao longo da vida (nossa, como sou experiente, meu Deus... HUEAHEUHA), aprendi que não é somente através dos livros que se acumula cultura. Obviamente li algumas coisas através dos anos. Me orgulho de poder comentar sobre os filmes d'O Hobbit e d'O Senhor dos Anéis com a propriedade de alguém que realmente sabe o que deveria ter acontecido em cada parte, por exemplo.

Bem... se não gosto de literatura, é verdade que perco muito do meu tempo lendo sobre coisas outras. Nos últimos tempos, meu principal passa-tempo têm sido os artigos da Wikipédia. Em geral, tenho lido sobre lingüística, que foi definitivamente O tema das minhas conversas e pensamentos mais focados no ano que há poucos dias se terminou. Assim, desde que começou o recesso de final de ano, aproveitei o tempo "livre" (na verdade, não era pra ser tão livre, já que tenho definitivamente coisas para fazer; mas com a minha enorme falta de motivação em continuar meu trabalho, acabei frequentemente me entregando ao prazer que me era através da internet ofertado) para freneticamente devorar uma série de artigos (e algumas páginas relacionadas) que já figuravam na minha lista há um bom tempinho.

[ainda sobre a "cultura": não creio que eu perca para qualquer pessoa comum que se considere "uma ótima leitora" nos quesitos vocabulário e conhecimentos sobre a língua portuguesa -- apesar de frequentemente essa nem mesmo ser a língua de grande maioria do que consumo]

Boa parte dos links que postarei aqui já publicar-se-aram [eu sei, eu sei, mesóclise não se usa com passado; só queria brincar] em meu Facebook uns tempinhos atrás. Posto aqui mais mesmo é para que num futuro distante se me seja fácil encontrá-los.

Os primeiros são três artigos sobre como mudanças de uma língua pra outra ocorrem dentro de uma população. Ao lê-los, fiquei pensando se não seria possível constituir uma pequena comunidade de falantes de espanhol em Guaíba. Sério, se eu fosse professor de espanhol tentaria. Como a cidade é pequena e o espanhol poderia ajudar os cidadãos a melhorar de vida (conquistar vagas melhores no mercado pelo simples fato de dominarem uma segunda língua), creio que seria bem tri testar.
http://en.wikipedia.org/wiki/Language_shift
http://en.wikipedia.org/wiki/Language_revival
http://en.wikipedia.org/wiki/Language_death

Mais: fiquei me perguntando se o aprender espanhol (que, apesar de suas especificidades e tudo mais, eu frequentemente gosto de enxergar como "um português cortado a machado"*), que ainda mantém várias estruturas na fala que nós, ao longo do tempo, acabamos perdendo (conjugação na segunda pessoa, diferença entre imperativo "afirmativo" e "negativo", uso de "eis que" no início das frases, etc...), não acabaria reavivando ("por analogia", digamos assim) o seu uso no nosso português.


Seguindo, posto esse link:
http://en.wikipedia.org/wiki/Productivity_%28linguistics%29
Tendo chegado a esse artigo da wikipedia (através dos link anteriores, creio), fiquei pensante sobre os verbos da segunda e terceira conjugação ("er" e "ir", como em "acontecER" e "saIR"). Enquanto a segunda me parece produtiva somente quando descendente do verbo "ter", diria eu que a terceira esteja fadada à esterelididade. Afinal, ao criar novos verbos, o mais comum é mesmo o "ar", como em "deletar", "fakear", "loadear", "erasear", "socketar" (pra os jogadores de Diablo), etc.



Ainda, tenho percebido que ultimamente cada vez mais crio palavras com sufixos "ume" (fodalhume, relaxume, assume [assadura]), "oso" (fodalhoso, grandalhoso) e "udo" (espertalhudo, fodalhudo), e ainda aberrações como "grandalhosume" (usei isso ainda hoje mesmo) ou "pirateosamente". Não creio que sejam muito comuns essas minhas palavras, certo?


Continuando, li uma série de artigos (e algumas referências externas) sobre a evolução do latim [vulgar] às línguas que hoje falamos. Não tava sabendo que antigamente o latim tinha substantivos neutros. Isso é uma "perda" complicada que a gente não mais vai recuperar (mas quem se importa? O neutro do latim era quase uma farsa, declinando igual ao masculino em todos os casos fora o nominativo singular e plural e o acusativo plural)
. Também é legal perceber que as nossas conjugações permaneceram bem próximas das originais, mesmo depois de milênios. Vale a pena tirar um tempo e ler esses artigos!

(sobre o neutro... a gente até que ainda o mantém através de alguns pronomes como "isso" [em oposição a "esse" e "essa"], "isto" e "aquilo". Só... também... creio eu)

http://en.wikipedia.org/wiki/Vulgar_Latin
http://en.wikipedia.org/wiki/Romance_verbs
http://en.wikipedia.org/wiki/Romance_languages#Verbal_morphology
http://en.wikipedia.org/wiki/Romance_copula#Portuguese
http://en.wikipedia.org/wiki/Vulgar_Latin_vocabulary
http://en.wikipedia.org/wiki/Reichenau_Glosses



Nesse ponto, eu já tava cansado de ler palavras como "fricative", "affricate", "plosive", sem nem ter idéia de o que essas coisas significavam. Por isso, me parei a ler esses artigos (e várias coisas relacionadas):

http://en.wikipedia.org/wiki/Manner_of_articulation
http://en.wikipedia.org/wiki/Place_of_articulation

Infelizmente, essa coisa de "som" é meio complicada. Eu frequentemente vejo tabelas com infinitos símbolos de fonemas que não me fazem sentido algum. Tenho que procurar aprender melhor o que cada um dos símbolos significa.


Os três próximos links relacionam-se com "aspecto gramatical". Uns 2 anos atrás, enquanto conversando com um amigo intérprete de LIBRAS sobre como tratar de "tempo" na linguagem objeto de seu trabalho, lembro-me de ter ouvido falar de um tal de "aspecto". Creio que seja esse o aspecto sobre o qual ele falava: (afinal, o próprio artigo fala que a ASL é rica em aspecto, apesar de pobre em tempo -- ee, bem, a ASL é irmã da LIBRAS, sendo ambas decendentes da língua francesa de sinais)

http://en.wikipedia.org/wiki/Grammatical_aspect
http://en.wikipedia.org/wiki/Habitual_aspect
http://en.wikipedia.org/wiki/Habitual_be

Achei bem fodinha esse treco do "Habitual be". Sério... se fosse aceito entre nós brasileiros que "a minha vó ser assistindo TV" significasse "a minha vó tem o hábito de assistir TV", eu ía achar ultra fodástico.


Finalmente, dois links meio "randoms". Um deles foi recomendado pelo autor do "Elmord's Magic Valley" ali do lado quando comentei sobre purismo lingüístico um tempo atrás (nem lembro o contexto D=) e há tempos eu tava me enrolando pra ler; atrás do outro eu fui porque uma amiga comentou sobre "Philologie" (em alemão) quando eu comentei sobre lingüística e eu não sabia o que era.

http://en.wikipedia.org/wiki/Linguistic_purism_in_Icelandic
http://en.wikipedia.org/wiki/Philology


Por fim, sugiro a busca pelas palavras "algures" e "nenhures" na internet e a sua comparação com "algo", "nada", "algum" e "nenhum", "alguém" e "ninguém".

Ainda... vale a comparação também entre as palavras "alhures", "alheio" e "além". (e ainda hoje eu quase escrevi "alhém", me referindo a "alguma outra pessoa")

R$


*: Não me xinguem!!! Eu sei que o espanhol tem coisas super legais que a gente não tem, como o pretérito anterior (que conseguimos emular somente através de uns advérbios), e o pretérito perfeito composto (que tem algum significado específico que eu ainda não consegui compreender). Eu digo "a machado" porque ele parece "rústico" em relação ao português, com uma gramática que me parece bem menos "elegante" que a nossa.

27 de dez. de 2012

Politicagens

Eu sei eu sei... esse blog andou parado um bom tempo ultimamente. A verdade é que ando meio atordoado (e revoltadamente desmotivado) com o assunto do meu TCC e com as coisas que tenho que resolver antes do dia 7 de janeiro, quando a minha implementação PRECISA estar terminada.

Na falta de vontade de fazer as coisas relacionadas à computação, passo os meus dias (ou as minhas noites, já que tenho invertido os meus horários e agora ido dormir às ~8h pra acordar às ~17h -- ee, diga-se de passagem, isso tem me ajudado a manter-me bem focado no que quer que eu faça) lendo wikipedia, lendo e-mails, e coisas tais.

Li bastante sobre lingüística, como era de se esperar... eee, bem, pretendo fazer uma postagem sobre o assunto; mas esse post não é sobre isso, mas sobre uns links que andei encontrando aqui e ali e que acho interessante que sejam compartilhados.

O primeiro deles é sobre DRM. Eu sei: é um assunto velho. Mas vale a pena voltar a atenção a ele denovo. A moral é que eu nunca tinha achado esse site -- apesar de já ter sobre ele ouvido falar -- e agora, por muito acaso, acabei cruzando o seu caminho.

O segundo é sobre a Amazon (eu não gosto do Richard Stallman, mas, aaa, esse link até que vale -- como sempre, ad hominen não conta v_V). Aos poucos eu vou percebendo o quanto eu não gosto da Amazon e o quanto ela ter chegado ao Brasil me incomoda. A Amazon é um câncer, uma abominação; mas não significa que não ponderaria comprar dela se o seu preço estivesse baixo o suficiente. Mesmo assim, a "venda" de livros eletrônicos (o único comércio de que a Amazon decidiu tomar parte aqui no Brasil) praticada por ela é suja e malevolente. Esse link dá uma idéia do que eu quero dizer.

O terceiro é sobre o Nióbio brasileiro. Na verdade é uma série de links. A moral é que aquilo que tem circulado na internet sobre o Brasil ser o maior produtor mundial de Nióbio é a mais pura verdade. E sobre ele ser vendido a preço de banana, não é dúvida nenhuma. É um absurdo! Mas quando a gente fala sobre isso, todo mundo fica de conversinha reclamando do Brasil. Temos mais é que fazer uma mobilização nacional, alguma petição pública, alguma pressão política, levar isso à TV, aos radios, alguma coisa. Isso precisa parar!


Por fim, o quarto link é sobre o Marco Civil:




O leitor dirá "mas quanta politicagem". A moral é que a gente não pode deixar que grandes empresas tomem conta da nossa vida, da nossa economia, dos nossos recursos. É necessária a conscientização... e muito mais que isso: a ação nossa através de mobilização política.

Enfim... esse é só um resumo das minhas ilusões de fim de ano T___T

R$

11 de nov. de 2012

Musicais da Disney

Como o leitor provavelmente sabe, a rede social da qual eu definitivamente mais participo durante o meu tempo livre é o Youtube. É uma das poucas redes sociais que realmente geram "conteúdo" (ou, ao menos, geram algo decente) e, bem, em geral, os comentários das pessoas por lá -- ao menos essa é a sensação que eu tenho -- são bem mais "civilizados" (com exceção de quando chega um pessoalzinho com coisas como "upvote se você chegou a esse video através do 9gag) do que, sei lá, aqueles que vejo no Facebook ou no 9gag.

Dois canais dos quais eu particularmente gosto -- e aos quais eu sigo -- são o do Kyle Landry e o da Lara, ambos pianistas. Ambos frequentemente tocam músicas de jogos, e inclusive eles foram convidados pra tocar no E3, junto com a Taylor Davis (o nome do canal é ViolinTay), outro canal a que sigo.

Pronto, agora que já introduzi os canais -- que, na real, são super conhecidos --, posso comentar sobre o real assunto da postagem: músicas da Disney.

O Kyle Landry fez dois vídeos junto com a Lara, que mora na Austrália mas foi visitar os Estados Unidos. Um deles era um arranjo (que, sério, me lembrou MUITO as músicas do Kingdom Hearts -- motivo pelo qual eu acabei indo atrás da música original pra descobrir quem era o compositor e tudo mais) da música "Belle", do filme d"A Bela e a Fera", da Disney:



Já disse que o arranjo tem cara de Kingdom Hearts (o que faria bastante sentido, já que o jogo tem tudo a ver com a Disney), mas, não... a música original não foi composta pela Yoko Shimomura. Como ouvi a música original,



, e como a achei tri boa, acabei ficando com ela na cabeça pela sexta-feira inteira. Sério... é muito agradável, e a letra é bem a cara de "musical da Broadway". Aliás... aliás... não é só cara que tem:





Bem... como a música me agradou, na sexta-feira denoite acabei ouvindo a lista de reprodução que o Kyle Landry tem só de músicas da Disney. A última que acabei ouvindo foi "Part of Your World", da Pequena Sereia:



Como a ViolinTay foi quem tocou, a música me chamou a atenção... e por isso fui atrás da original também:



Mas, enquanto procurava, achei uma versão absurdamente boa da música:



EE... bem... foi essa música o grande motivo pelo qual resolvi vir aqui e postar isso no meu blog. Sério! Essa mulher (o nome dela é Sierra Boggess) canta demais!

Enfim... nessa semana eu descobri que os filmes da Disney tinham músicas tri fodalhonas que eu nem sabia que existiam Uma hora vou tirar um tempo e ver se assisto a alguns desses antigos clássicos da cultura que os norte-americanos incutiram na nossa vida como se fosse nossa v_v

R$