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31 de out. de 2010

Poemas no blog [4]

Essa semana "me ataquei" da rinite. Tenho rinite alérgica e de vez em quando começo a espirrar, "corizar" e todos os sintomas decorrentes do alérgico que vive em meio à poeira e à sujeira do apartamento em que mora (dos 4 que moram lá, 3 são alérgicos - e eu sou o que menos se importa com a sujeira do apartamento), principalmente da cama (demoro muito pra trocar os lençóis e só troco quando a minha vó me manda).

Estava bem ruim. Até tive que trazer de volta o rolo de papel higiênico pra perto do computador. Mas logo comecei a usar o remédio: furoato de fluticazona (vulgo Avamys). O médico sempre diz pra eu usar continuamente, mas eu só uso quando fico ruim. Faço assim porque o remédio é caro e porque eu sou vagabundo demais pra ficar me lembrar de usar o treco todos os dias (se bem que eu tomo outros dois remédios de 12h/12h e nem é tão difícil assim).

De qualquer forma, agora já estou muitíssimo melhor. Eu poderia dizer: estou totalmente bem; mas tenho medo de não estar tãããão bem assim (agora há pouco mesmo tive de assoar o nariz).


Quando fui falar que estava ruim da rinite para o pessoal do chat do msn do qual participo, me liguei que dava pra brincar com a "musicalidade" das expressões "atchim" e "atchum", uma seguida da outra (não sei explicar, mas vai ficar mais claro durante o poema). No que comecei a escrever (tinha escrito 5 linhas), me liguei que o poema lembrava MUITO (ao menos a mim) o poema Debussy do Manuel Bandeira (até fui procurar pelos poemas do Bandeira pra saber do nome certo - eu lembrava o poema, mas não, o nome [achei que essa vírgula ali ficou esquisita, mas sinceramente lembro de ter aprendido que quando a gente vai omitir o verbo tem que pôr uma vírgula pra "guardar o lugar" dele]).

Por isso, resolvi usar o "template" do poema dele pra me basear. Assim... aí vai =D

Rinite
(usando o template de Debussy, de Manuel Bandeira)

Atchim, atchum...
Atchim, atchum...
Estou atacado da rinite
Atchim, atchum...
Atchim, atchum...
Ainda bem que não é sinusite
(espirro sem parar...)
E que não posso mais ter amidalite
Passo a usar o remédio direito
Atchim, atchum...
Atchim, ...
O remédio fez efeito
John Gamboa - 31/11/2010

Espero que tenham gostado... sei lá

R$

15 de out. de 2010

Poemas no blog [3]

Eu ía postar sobre outro assunto completamente diferente no blog, mas tenho um poema que pensei esses dias, enquanto no ônibus, e que queria muito compartilhar. É sobre a minha significativa indignação em relação aos poemas do ônibus, que são, sinceramente, um lixo (tá tá, eu falando dos poemas do ônibus, mas, enfim, sério, não aguento ler aquilo).

Noutro momento, daí, quando tiver mais tempo, posto sobre o tal outro assunto.

Haikai indignado

Se é pra ter poema
Sem musicalidade
Aqui está o meu
John Gamboa - 15/10/2010

Eu sei que esse também tá uma merda, mas pra mim tá competindo pau a pau com os que a gente vê nos ônibus todo dia ¬¬

Eras isso...

R$

5 de out. de 2010

Poemas no blog [2]

Estava fazendo nada agora de tarde e comecei a olhar pela janela. Aos poucos fui montando um poeminha, que quero compartilhar aqui também. Pra mim ele ficou beeeeem ruinzinho, mas, enfim, como foi feito em questão de meia-hora, acho que ele merece algum pequeno reconhecimento.

Aí vai:

Da janela do meu quarto

Da janela do meu quarto,
vejo um monte de gente,
e o McDonnald's, ali em frente,
com seus muitos clientes,
gastando de seus salários,
pagando aos funcionários,
quantia alta, e cientes
de que estão estragando seus dentes O.o
... (to sem rima, povo exigente ¬¬)

Da janela do meu quarto,
vejo o Guaíba, azulado;
e, às vezes, escurecido,
em dia de tempo fechado.
Vejo os barcos, enegrecidos,
e os prédios, poluídos.

Da janela do meu quarto,
vejo os aviões, a pousar
e um escrito a declarar
"SIMONE EU TE AMO" O.o
Às vezes fico a pensar
se a Simone de quem falamos
ainda aqui está a morar

Da janela do meu quarto,
...
Percebo eu que tardo,
na janela do meu quarto...

John Gamboa - 05/10/2010

Espero que o povo leitor o tenha apreciado. Também, se não tiver gostado, não se preocupem, não estou me importando com a opinião dos outros (6).

Era isso...

R$

27 de set. de 2010

Poemas no blog

Tempos atrás, escrevi um poema. Estava ruim da amigdalite - no tempo em que ainda tinha amígdalas - e, não tendo podido sair pra casa de minha tia - pra onde todos foram menos eu -, e tendo ficado em casa, sem nada o que fazer, comecei a matutar um poema, do qual no fim das contas gostei.

A verdade é que de tempos em tempos tenho vontade de escrever um poema aqui ou outro ali. Me inspiro nos joguinhos, nas músicas, nas coisas que estudo, e em tudo mais o que vivo todos os dias. Também é verdade que a maior parte deles simplesmente são esquecidos e ficam perdidos dentro da minha cabeça, que não é capaz de mantê-los por muito tempo. Frequentemente, também, acontece de eu estar num lugar onde não posso escrevê-los. Surgem durante uma fila do RU, no banheiro, ou enquanto andando de ônibus.

Também é verdade que guardei o poema que escrevi dentro de um livro durante quase 10 meses (tendo procurado na internet, descobri que o edital sempre saía em agosto) para descobrir que não podia mandá-lo para o concurso de Poemas no Ônibus, já que ele era grande demais... D=

Enfim... não podendo concorrer com ele, e nem tendo como publicá-lo em um lugar melhor, decidi, então, publicá-lo aqui, no meu blog, já que é o grande lugar que tenho para me expressar (e torcer para ser lido). Espero que os meus leitores gostem, já que, sinceramente, eu acho que ficou bem legal. Em especial, gostaria de pedir que os leitores da informática não me incomodassem com o seu final, afinal, convenhamos, se eu não tivesse posto a palavrinha que eu pus, não teríamos a rima, e eu não ficaria feliz =D.

Sem mais delongas, eis o poema:

Recursão

Você sabe o que é recursão?
Não?
Esquece, então.
...
Então tá. Vou lhe explicar.
Um exemplo vou lhe mostrar.

Imagine um poema de um leitor
que, assim como você, meu senhor,
um poema dos que em ônibus vemos
lesse atenciosamente, retido.
Olha! Dessa história toda temos
um nível de recursão descido.
Um nível a mais teria se ido
se, no poema do nosso leitor,
contasse a história de um outro senhor
que um outro desses nossos poemas,
por acaso também tivesse lido.

Tomara que tenha entendido;
se não, não tem problema:
quem gosta dessas teorias
(na minha opinião, eu diria)
é somente doido varrido
da matemática ou engenharia

John Gamboa - 13/11/09

E aí!!?? Gostaram?? Tomara que sim. Tentarei ter mais poemas escritos para publicar aqui, quando achar que convém.

Era isso =D

R$